domingo, 18 de setembro de 2011

O QUE SOU?

Sou à sombra de teu sonho e a luz em teu pesadelo. A profundidade de tua lágrima e a intensidade em teu sorriso.
Sou o príncipe em teu filme de terror e o sapo de teu conto de fadas. O prazer carnal e a tensão espiritual.
Sou a tristeza de tua saudade, a felicidade real, o amor em tua realidade e a saudade em tua tristeza.
Sou o resto de teus planos e todo o teu planejamento do amanhã. Sou o brilho de teus olhos e a falta de ar em teus pulmões. Sou a vida a te esperar e a morte no teu passado. Sou o medo, a solidão, o escuro e a flechada em teu coração! Sou o sentido do vazio, a proteção mais insegura e o refúgio mais afastado. Sou um anjo com asas negras que enquanto tiver luz no peito não deixará a escuridão delas vencer.

domingo, 4 de setembro de 2011

TEMPO PARADO

Poucas palavras em gestos mínimos, cabeça flutuando diante de um mundo correndo faminto por almas ingratas e então os olhos no infinito.
Como se houvesse algo a fazer o pranto grita implorando salvação.
É tarde! Consome teu corpo nu a vontade de viver e não mais ser passado.
Deixe desabrochar frente à luz tua dor.
Finda aqui um experimento imperfeito.
O vento gelado apenas passa cortando sua carcaça já fria.
Descanse, amanhã será um novo dia para os demais que ainda estão a caminho!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

NÃO ME ESPERE PARA O JANTAR

O argumento necessário para sem direção viajar.
Sorria e deixe-me tocá-la em nossa intimidade mais pura.
O escape é perfeito e o álibi certo para a situação indesejada.
Construiremos as fortalezas e castelos que visitam teus sonhos.
Tua melancolia ficará para o acordar.
Não me espere para o jantar, pois hoje estou em curso como se fora outrora um rio a banhar-te com águas cristalinas deixando a mostra tuas curvas delicadas pelas quais me perdi.
Queira acompanhar-me para não mais ser uma simples plebéia.
Tu que hoje és rainha minha, coroa-me teu rei e governaremos a paixão!
Cruel é a solidão, mas não me espere para o jantar, pois hoje tenho a nobre missão de salvar contos de amor.

domingo, 28 de agosto de 2011

ESSÊNCIA VITAL

Aquele pequeno passou e nem foi visto!
Moleque travesso correndo pelo bosque.
Inocente sorriso de canto de boca.
Canção do céu em nuvens brancas.
Árvores de sombras majestosas para o descansar de pássaros alegres.
Passou e nem foi visto.
Aquele moleque... Pequeno travesso.
Corria desvairadamente sem rumo sobre as pedras.
Água do mar que banha o olhar, molha minh'alma.
Traz de volta o pequeno sorridente.
Doce pequeno, não temos mais tempo.
Volte detalhe... Apenas volte!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

MEU JARDIM

E daquele sorriso um jardim repleto de brilho surgiu misturando-se ao que reluzia de teu olhar.
De todas as flores tu eras a mais formosa e com o mais doce perfume.
Pairava sobre mim com plena delicadeza e de teus lábios provei dos melhores sabores da vida.
Sentindo os sentidos a flor da pele me envolvia naquele lindo jardim de onde jamais quis sair.
Sob a sombra das árvores pude então entender o quão somos pequenos diante da beleza divina, ao ouvir com o coração e enxergar com a alma somos capazes de sentir.
E daquele jardim tornei-me parte integrante, fiz meu refúgio, fiz morada para o amor.

terça-feira, 31 de maio de 2011

OLHAR REAL

Aos sussurros do sol, o orvalho esvai-se estabelecendo conexão com a floresta petrificada.
Um céu azul limpo de nuvens grita aos olhos de quem não enxerga a verdadeira vida.
Pássaros cantam para aqueles que não escutam a poesia viva.
E de dois elementos apenas um se formou e com ele rastros de fogo marcando curvas puras consumidas em desejo esplêndido e tudo isso não mais existe.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

ENTÃO VENHA COMIGO!

Queima em meu olhar teus olhos.
Feche-os, sinta meus lábios ferventes tocando tua pele macia atrás de sabores só teus.
Minha respiração descompassada próximo a tua nuca desencadeia em série teus arrepios de puro desejo.
Entrega-te ao pecado da carne.
Proteja-te em meu calor.
E quando não mais tiver domínio sobre teus sentidos, entenderá o que sinto.
E quando nada mais fizer sentido entenderá meus sonhos.
E quando sentir o inexplicável entenderá meu amor.